segunda-feira, 10 de julho de 2017

The things I offer you,

I've got a mangled heart
and a boiling stomach,

soft hands and a
broken nose,

a tiny scar across my lips
and kisses that start trips,

feet and legs and knees
and skin crossed in black lines,

a lifetime of smiles
and you and you and you

sprawled all over my mind.

about us

I love you
more than I love you
Because I can't help
but love
the girl that you fell for

And everything you saw
in her
I've found again

And the burning desire
to be the girl that you see
has led me to find
the best version of me

I love you
More than I love you
Because through you
(in you)
I've fallen for me too

quarta-feira, 31 de maio de 2017

on that one morning talk

so maybe
I'll end up a waitress in Ireland
with seven kids
growing plump from
pies and beer

and it'll be what was always
meant to be
I'll say that there's no way
no way there was a world
I'd be happy
without little Devon

Little Devon that would never be
if you'd stayed behind with me
if you'd waited for me


terça-feira, 9 de maio de 2017

Meu bem,

você foi a primeira pessoa que partiu o meu coração,
e na época me pareceu apropriado retribuir o favor.

Não que você me deva nada ou que alguém deva alguma coisa a alguém,
mas às vezes você faz falta,
e eu queria saber por onde você anda.

Porque você sumiu, meu bem, sumiu feito a fumaça que escorre das nossas mesas de bar,
sumiu dos encontros aleatórios
porque se tem uma coisa que essa cidade não permite é que o karma siga,
e as pessoas se percam,
e se você pisca de repente ali está um ex sentado de costas pra sua mesa.

Eu não te dei oi daquela vez e foi isso,
quebrei o encanto o feitiço
e você não apareceu mais;
é como se a vida soubesse e dissesse que não, você pode negar o nome no espelho
uma vez apenas e nunca mais,
então você parou de aparecer nas festas e meditações e cervejas descompromissadas de quinta a tarde.

Eu queria te dizer que eu fui,
realizar os nossos sonhos sozinha
e que você não pode me julgar por isso porque você fez o mesmo e fez antes,
e que foi tudo o que a gente queria e não foi nada disso,
e que eu dancei com meu melhor amigo no segundo andar de um pub em Amsterdã,
e que aplaudi o sol numa praça,
isso pra te dizer que quem eu fui e quem eu sou estão em paz,
e não se arrependem de nada,
tirando talvez não ter te cumprimentado naquele dia;

E também - contra a minha própria vontade quase -
eu queria dizer que você estava certo e eu estava errada,
e eu te odeio por isso,
mais do que se você tivesse errado comigo,
mas que também te respeito muito mais de qualquer forma

e me parece mesquinho
te julgar por fazer a coisa certa do jeito errado tantos anos depois,
não eu que faço tanto errado do jeito certo,
ou errado errado
e fica por isso mesmo;

eu não estou dizendo que volte, meu bem,
ou que te quero ainda -
quis menos ou mais com o passar dos anos
e me resta somente dúvida -
ou que te amo ainda -
mas a verdade é que nunca na vida que eu desamo -

só queria saber se era pra mim o bendito poema,
ou não, quero que me diga,
que era meu sim,
porque aí eu guardo pra sempre a imagem de você me vendo passar comendo pipoca,
(apesar de saber melhor que você,
que eu não como pipoca);

eu queria te culpar por levar o poema embora,
e a cena que eu amava,
porque mesmo que não seja pra mim me parece justo que eu mereça um sonho,
uma dedicatória imaginada,
pra mim que em seu nome escrevi tanto;

eu não estou dizendo que volte, -
mas que em algum ponto desse ano eu lanço um livro novo,
e que você poderia ir para compensar pelo outro -
que você talvez nem tenha lido -
(e que pena, meu bem,
que você viva uma vida sem saber,
o quanto eu era devotada a você);

o que eu estou dizendo, o que eu estou dizendo,
não é que volte,
ou volte talvez,
mas que me mande uma nota,
ou o convite do seu casamento,
porque a mim só resta mandar sinais de fumaça,
que se percam no vento atrás de você,

a mim só me resta
vestir um vestido preto
e andar por aí comendo pipoca.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

on existence

so maybe we are
both right
and our collective lives are nothing but
a drop of spit
in a infinite well of existential void;

but that only makes me more grateful
that we got to share
the same insignificant drop
in an eternity of time and space
we were within reaching distance in the same
space rock;

they could prove there's no absolute good or evil
and all notion of value is inherently flawed
and I'd still believe that you were
the best thing
to ever happen to our spit drop;

and maybe there's no permanence in anything we accomplish,
but I take comfort in the fact that you seem to like me,
and so much,
so even if the next generations never hear of it,
and none of my personal fantasies
become a reality,
I'll live with the knowledge that the overall
best person around
has loved me
within a particular limit of space and time;

and yes,
the universe is vast and terrifying
beyond human reasoning
and yet I could not fathom any form of life
without your existence;

and the unanswerable mysteries of life
pressure me from all sides
with unyielding might,
and I still write poetry in the shower about how
your hands are deft and sure and
all your features are hard but
when you smile everything about you turns soft and
it feels so nice I could die;

and all this means that
I would spend countless hours
of the infinitely small share
that we get
trying to make you laugh.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

to amsterdam

you said you liked to go out
when days were like this
I don't - i hate it - it goes against everything my latin blood screams

but I feel oddly connected
to you
to then and there
through the darkened sky
and falling rain

and I go back to that night
but tell me
if you turn your ears
to the howling wind
tell me
can you hear a whistle sound?

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Tread lightly,

tread lightly,
she said
you're safe tonight
in your own arms

tread lightly, then
because they'll catch you
before you even fall

and if I could draw
I'd paint you like that
the skirt in the wind and cigarette smoke
and crooked fingers on a slender hand

and we'd be there in the sidewalk,
the silent espectators of us
green and black and pink and blue
half-finished beer and nail polish

so tread lightly,
I said,

because you stand on holy ground.